Os países do Grupo de Lima condenaram no domingo (5) o uso da força pelo governo de Nicolás Maduro, que impediu o livre acesso de deputados à Assembleia Nacional da Venezuela para elegerem seu presidente.

O Grupo de Lima assinalou em comunicado que “a Assembleia Nacional tem o direito constitucional de se reunir sem intimidações ou interferências para eleger seu presidente e diretiva, motivo pelo qual não reconhecemos o resultado de uma eleição que ameaça estes direitos e foi realizada sem a participação plena dos deputados”.

O grupo condenou “o uso da força pelo regime ditatorial de Maduro para impedir que os deputados pudessem ter livre acesso à sessão”.

A declaração foi assinada, além dos representantes de Juan Guaidó, pelos governos de Brasil, Bolívia, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai, Peru e Santa Lucia.

Em uma sessão paralela, realizada na sede do jornal  El Nacional, em Caracas, os deputados opositores ao governo Maduro, impedidos pela Guarda Nacional Bolivariana de acessarem as dependências da Assembleia Nacional, reelegeram Juan Guaidó presidente da Assembleia Nacional da Venezuela para o período 2020-2021.