O Egito inaugurou na sexta-feira uma sinagoga recém-reformada do século 14 em Alexandria, como parte de um esforço para comercializar a rica herança cultural do país.

As obras de renovação da sinagoga Eliyahu Hanavi, uma das maiores do Oriente Médio, começaram em 2017, depois do colapso de um telhado e uma escada em 2016, e custaram ao governo cerca de US $ 4 milhões.

Cerca de dois anos depois, o projeto aparentemente recebeu um incentivo do presidente do Egito, Abdel Fattah al-Sisi, ao instruir o ministério de antiguidades do país a priorizar a preservação de locais de culto para judeus egípcios e cristãos coptas.

O edifício original data de 1354, mas o atual foi construído no mesmo local em 1850, depois que a sinagoga sofreu um bombardeio durante a invasão do Egito por Napoleão Bonaparte em 1798.

A cidade mediterrânea de Alexandria já foi o lar de cerca de 40.000 judeus, mas a maioria dos cidadãos judeus do Egito foi expulsa nos anos 50, quando o Cairo entrou em conflito com o nascente Israel.

A sinagoga foi fechada em 2012 por razões de segurança após a revolução de 2011 que derrubou o autocrata de longa data Hosni Mubarak. *i24News