O vulcão La Cumbre, localizado na ilha Fernandina do arquipélago de Galápagos, teve sua atividade reduzida significativamente, informou nesta segunda-feira (13) o Instituto Geofísico Equatoriano.

“Nas últimas horas, o nível de atividade sísmica, a emissão de gás vulcânico e as anomalias térmicas diminuíram significativamente, indicando uma redução rápida da atividade eruptiva”, destacou o organismo em seu boletim mais recente.

O La Cumpre, um vulcão de 1.476 metros de altitude no arquipélago de Galápagos, registrou no domingo sua terceira erupção em menos de três anos. A atividade mais recente deste vulcão datava de junho de 2018 e foi precedida de outra, em 4 de setembro de 2017.

El Instituto Geofísico advertiu que em “ocasiões anteriores”, uma redução da atividade “foi seguida de uma segunda fase eruptiva”, razão pela qual continuará vigiando o vulcão, que ocupa quase toda a ilha Fernandina, de 642 km2, localizada na província de Galápagos.

O organismo informou que a atividade sísmica do vulcão chegou “quase ao nível pré-eruptivo” e que os fluxos de lava não chegaram à costa da ilha.

Embora Fernandina não seja habitada por seres humanos, “seu valor ecológico é muito alto, porque seus ecossistemas abrigam espécies únicas, como iguanas terrestres e marinhas, cobras, ratos endêmicos, corvos-marinhos que não voam, pinguins”, informou o Parque Nacional de Galápagos (PNG), responsável pela reserva natural a 1.000 quilômetros da costa do Equador.

O PNG acrescentou que as primeiras imagens registram uma fissura ao longo da borda sudeste da cratera de 1.476 metros de altitude e mostram “fluxos de lava descendo para a costa” de uma das ilhas mais jovens de Galápagos.

O arquipélago serviu de laboratório para o naturalista inglês Charles Darwin desenvolver sua Teoria da Evolução das Espécies.

O Instituto Geofísico da Escola Politécnica Nacional explicou que o vulcão apresentou “uma nova agitação sísmica e subsequente erupção”.

“Depois do evento sísmico de magnitude 4,7 M ocorrido às 16h42, foram registrados 29 eventos, cuja magnitude permaneceu abaixo de 3,1”, relatou a instituição.

A última atividade eruptiva deste vulcão ocorreu há 19 meses (16 a 18 de junho de 2018), precedida por outra em 4 de setembro de 2017, de acordo com o Instituto Geofísico.

O PNG anunciou que vai continuar monitorando esse processo eruptivo para registrar as mudanças que ocorrem no ecossistema das Ilhas Galápagos, Patrimônio Mundial por sua flora e fauna únicas no mundo.

O arquipélago recebeu o nome das tartarugas gigantes que chegaram três ou quatro milhões de anos atrás a essa região vulcânica do Pacífico Sul. *AFP