O papa aposentado Bento XVI reafirmou “a necessidade” de manter o celibato entre o clero católico, exatamente no momento em que o papa Francisco pondera a possibilidade de aceitar homens casados ​​como padres devido à escassez de religiosos católicos.

As declarações estão incluídas em um novo livro, “Do fundo de nossos corações: o clero, o celibato e a crise na Igreja Católica”, que Bento escreveu junto com outro líder católico conservador, o cardeal Robert Sarah, da Guiné.

O jornal francês Le Figaro publicou trechos do livro domingo à noite; A Associated Press obteve cópias da cópia preliminar em inglês que serão publicadas em 20 de fevereiro pela Ignatius Press.

A interferência de Bento XVI é extraordinária, pois ele prometeu, ao se aposentar em 2013, permanecer “escondido do mundo” e obedecer ao novo papa.

Sua reafirmação do celibato gira em torno de uma questão delicada sobre a qual Francisco planeja falar nas próximas semanas e pode ser uma tentativa do papa anterior de convencer o atual pontífice.

As implicações dessa interferência poderiam ser sérias, dada a oposição a Francisco expressa por conservadores e tradicionalistas nostálgicos pelo papado de Bento, e alguns deles até consideram sua renúncia ilegítima. *Com informações de AP/Voz da América