O gerente de negócios dos EUA na Venezuela, James Story, disse que o governo dos EUA pode qualificar a administração de Nicolás Maduro como “terrorista” para as ações das Forças de Ações Especiais (FAES) e da ministra Iris Valera. 

“O relatório Bachelet diz que mais de sete mil pessoas morreram nas mãos das FAES. São coisas de grupos terroristas. E, também,  Iris Varela trabalhando com prisioneiros para lhes dar armas para enfrentar pessoas que só querem seus direitos”, afirmou Story em entrevista ao programa Code 58 da TV Venezuela.

Nesse sentido, afirmou que, se Maduro continuar no poder, o futuro da Venezuela será o terrorismo e o narcotráfico, marcado por grupos como as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), Exército de Libertação Nacional (ELN) e Hezbollah.

Por isso, Story anunciou que nos próximos dias os Estados Unidos intensificarão a pressão contra o regime de Nicolás Maduro e disse que atualmente estão trabalhando de mãos dadas com a União Europeia, os países do Grupo Lima e o Tratado Interamericano de Assistência. Recíproca (TIAR) para adotar esses meios.

“Podemos fazer sanções secundárias e pressionar mais as receitas que a ditadura tem. Essas sanções não são contra o povo da Venezuela. A ditadura pode comprar remédios e alimentos para o povo da Venezuela. Mas o que eles estão fazendo é colocar armas nas mãos de uma milícia para enfrentar o povo”, explicou.

Ele também explicou que as acusações de Maduro de interferência nos Estados Unidos o fazem rir, garantindo ao mesmo tempo que “os russos têm escritórios em Miraflores”.

“Estamos apoiando a sociedade civil, a Assembléia Nacional, o presidente interino Juan Guaidó e no exercício de seus direitos constitucionais venezuelanos”, afirmou. *Com informações da Venepress