Mergulhadores de cavernas descobriram o misterioso túmulo subaquático de uma mulher antiga com um crânio deformado que vivia na Península de Yucatán há pelo menos 9.900 anos atrás, fazendo dela um dos primeiros habitantes conhecidos do que é hoje o México.

De acordo com matéria da Fox News, os exploradores de cavernas Vicente Fito e Ivan Hernández encontraram os restos mortais da mulher em setembro de 2016 enquanto mergulhavam na caverna Chan Hol, perto de Tulum.

O crânio da mulher teve três lesões distintas, indicando que algo a atingiu com força, quebrando os ossos do crânio.

Seu crânio também estava cheio de deformações semelhantes a crateras, lesões que se parecem com aquelas causadas por um parente bacteriano da sífilis, segundo um novo estudo.

O pesquisador Wolfgang Stinnesbeck, professor de bioestratigrafia e paleoecologia do Instituto de Ciências da Terra da Universidade de Heidelberg, na Alemanha, disse que essa descoberta reforça as conclusões de outro estudo recente na revista  PLOS One , que também analisou os restos de pessoas antigas (embora não Chan Hol 3) que viviam na península de Yucatán.

Além disso, todos os crânios da caverna de Tulum, incluindo o crânio da mulher recém-descoberta, tinham  cáries nos dentes. Isso sugere que essa população tinha uma dieta rica em açúcar, provavelmente de tubérculos e frutas, cactos doces ou mel das abelhas nativas e sem ferrão, disse Stinnesbeck.