A Associação Interamericana de Imprensa (SIP) condenou “os ataques contra jornalistas venezuelanos” que na terça-feira (11) cobriram a chegada do presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó.

Seguidores do regime de Nicolás Mauro agrediram publicamente mais de uma dúzia de jornalistas e cinegrafistas, e alguns foram despojados de seus pertences, de acordo com reclamações da mídia local e organizações de imprensa. Entre os atacados estão Maiker Yriarte, da VIVOplay, Nurelyin Contreras de Punto de Corte e Iván Ernesto Reyes, de Efecto Cocuyo.

O presidente da SIP, Christopher Barnes, e o presidente da Comissão de Liberdade de Imprensa e Informação, Roberto Rock, expressaram sua condenação aos ataques durante a cobertura jornalística da qual também participaram a mídia oficial.

Em meio ao repúdio oficial, o presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, chegou a Caracas.  Grupos de apoio de Nicolás Maduro atacaram jornalistas que cobriam o evento.  Foto: Fabiana Rondón / VOA. “A SIP considera a Venezuela um dos países mais perigosos para praticar jornalismo nas Américas”, diz a entidade regional. Estamos denunciando que os autores de ataques físicos contra jornalistas desfrutam de total impunidade, aprofundando a deterioração do clima de liberdade de imprensa no país.

Guaidó, que é reconhecido como presidente interino por mais de 50 países, foi espancado e agredido verbalmente com sua esposa Fabiana Rosales e vários deputados.

O parlamentar da oposição Juan Guaidó fez uma turnê de quase um mês que o levou a vários países da Europa, como Reino Unido, Espanha e Bélgica; bem como para o Canadá, Colômbia e Estados Unidos, o último país em que ele foi recebido pelo presidente Donald Trump na Casa Branca.

A SIP é uma organização sem fins lucrativos dedicada à defesa e promoção da liberdade de imprensa e expressão nas Américas. É composto por mais de 1.300 publicações do Hemisfério Ocidental; e é baseado em Miami, Flórida. *Voz da América