Acusações “sem sentido”: foi desta forma que o ministro português dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, definiu as afirmações do governo venezuelano de que a TAP violou “padrões internacionais”, ao autorizar o transporte de material explosivo e omitir a identidade de Juan Guaidó, no voo que transportou o líder da oposição para Caracas.

O tio de Guaidó, Juan José Márquez, foi detido à chegada à capital venezuelana, acusado de “transportar lanternas de bolso tácticas” que escondiam “substâncias químicas explosivas no compartimento da bateria”.

Advogado fala em “montagem” contra tio de Guaidó

As afirmações do presidente da Assembleia Nacional Constituinte Diosdado Cabello são também contestadas pelo advogado de Márquez:

“Quando pudemos tomar conhecimentos dos procedimentos deste caso, percebemos que se trata de mais uma montagem infame e grosseira.”

Guaidó regressou a Caracas num voo da companhia portuguesa proveniente de Lisboa depois de desafiar, pela segunda vez, a proibição de sair da Venezuela, para um périplo pela Europa, Canadá e Estados Unidos para procurar apoios contra o regime de Nicolás Maduro. *Euronews