Os principais sindicatos de professores da província canadense de Ontário entraram em greve na sexta-feira (21), deixando mais de 2 milhões de crianças em idade escolar sem aulas.

A greve viu 30.000 membros do sindicato no Queen’s Park. Outros 20.000 estavam fazendo piquetes ao longo de um trecho de 30 km na estrada Highway 10 na região de Peel, informou a mídia local.

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“Queremos que este governo entenda que mais de 200.000 professores e profissionais da educação em toda a província estão de pé e com uma voz pedindo para reduzir esses cortes”, disse na sexta-feira, Liz Stuart, presidente da Associação de Professores Católicos de Ontário.

O ministro da Educação de Ontário, Stephen Lecce, disse que os alunos deveriam estar na escola.

“Os pais estão perdendo a paciência com a interrupção causada pelo sindicato em suas vidas, a inconsistência na educação de seus filhos e o impacto financeiro da luta por cuidados alternativos”, disse Lecce.

O ministro disse que o principal ponto de discórdia nas negociações com os professores do ensino médio é a compensação.

Os sindicatos estão pedindo aumentos salariais de dois por cento para acompanhar a inflação, mas o governo aprovou legislação no ano passado limitando os aumentos salariais para todos os trabalhadores do setor público em um por cento durante três anos.

O governo provincial anunciou em março de 2019 que aumentaria a média das turmas do ensino médio de 22 para 28 e exigiria que os alunos fizessem quatro cursos de ensino on-line para se formarem, enquanto os sindicatos estão pedindo ao governo que recue nos cortes na educação.

O governo recuou parcialmente, oferecendo, em vez disso, aumentar o tamanho médio das turmas do ensino médio para 25 e exigir dois cursos de aprendizado on-line.

Os professores de Ontário estão sem contrato desde 31 de agosto de 2019 e as tensões aumentaram nos últimos meses entre eles e o governo.

Com uma média de tamanho de turma em toda a província de 22,5, a mudança para aumentar o tamanho da turma já levou as escolas a oferecerem centenas de cursos a menos, de acordo com relatos da mídia local. *Xinhua