O militar brasileiro preso na Espanha com 39 quilos de cocaína, após desembarcar de um voo da Força Aérea Brasileira (FAB), deverá cumprir uma pena de seis anos de prisão e pagar uma multa de $ 2 milhões de euros.

De acordo com a agência EFE, o tribunal concluiu o processo que enviou para que a sentença seja lida, tendo o Ministério Público reduzido o pedido inicial de oito anos de prisão e uma multa de quatro milhões de euros, depois de o sargento brasileiro ter reconhecido as ilegalidades cometidas e ter-se mostrado “profundamente arrependido”.

Em Fortaleza, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, defendeu a Força Aérea Brasileira e disse que o militar também deve ser julgado e punido pela Justiça do Brasil.

Os guardas civis espanhóis que apreenderam a droga também estiveram no tribunal e concordaram que o acusado lhes explicou na  ocasião que a substância “era queijo”, tendo aberto as suas bagagens porque “é proibido introduzir alimentos de origem animal de países não comunitários”, acrescentando que os “tijolos” que continham as drogas estavam “empilhados como se fosse uma enciclopédia”.

“Estou profundamente arrependido. Peço ao Estado e ao povo espanhol que me perdoem por trazer isso para o seu país”, disse o militar, que concordou que “o castigo é justo” e que depois de cumprir a pena irá voltar ao seu país para estar com a família e tentar encontrar um novo emprego.

A cocaína, 80% pura e avaliada em 1,4 milhão de euros, foi interceptada num controle feito à bagagem do militar de 39 anos que pertencia a uma equipe avançada da comitiva que acompanhava o presidente brasileiro. *Com informações da Agência Brasil