Nasa anuncia “a maior explosão já vista no Universo”

A Agência Espacial dos Estados Unidos (NASA) anunciou, nesta semana, ter encontrado o que considera ser “a maior explosão já vista no Universo”. Ela foi detectada no aglomerado de galáxias Ophiuchus, que fica a cerca de 390 milhões de anos-luz da Terra.

De acordo com Simona Giacintucci, do Laboratório Naval de Pesquisa em Washington, a explosão foi tão grande que criou uma cratera num gás quente onde caberiam 15 Vias Lácteas.  Giacintucci comparou o fenômeno com a erupção do Monte Santa Helena em 1980, nos EUA, que varreu o topo da montanha, criando uma cratera.

A explosão foi a maior vista no universo desde o Big Bang e liberou cinco vezes mais energia do que a recordista anterior. Ela ocorreu no centro de Ophiuchus, um aglomerado de dezenas de galáxias, gás quente e matéria escura unidos pela gravidade.

No centro do aglomerado de Ophiuchus, há uma grande galáxia que contém um buraco negro supermassivo. Os pesquisadores pensam que a fonte da erupção gigantesca é esse buraco negro.

Imagens do Chandra revelaram uma borda curva incomum, mas inicialmente cientistas descartaram a possibilidade de uma explosão devido ao montante de energia que seria necessário para criar tal cavidade no gás. Posteriormente, a curvatura foi confirmada como uma parte de cavidade.

Segundo a NASA, apesar de os buracos negros serem famosos por puxar material em sua direção, eles geralmente expelem “quantidades prodigiosas de material e energia”. Isso acontece quando a matéria que cai em direção ao buraco negro é redirecionada para jatos ou vigas, que explodem no espaço e se chocam com qualquer material circundante.

Na época, os observadores suspeitaram que isso representava parte da parede de uma cavidade no gás quente criado por jatos do buraco negro supermassivo. No entanto, eles descartaram essa possibilidade, em parte porque seria necessária uma enorme quantidade de energia para o buraco negro criar uma cavidade tão grande.

No entanto, o último estudo de Giacintucci e seus colegas mostrou que “uma enorme explosão ocorreu de fato”.

Primeiro, eles mostraram que a aresta curva também é detectada por XMM-Newton, confirmando a observação Chandra. O avanço crucial, para confirmar as suspeitas, ocorreu a partir de novos dados de rádio do MWA e dos arquivos GMRT, mostrando que a borda curva é realmente parte da parede de uma cavidade, uma vez que faz fronteira com uma região cheia de emissão de rádio e com a constatação de que havia elétrons acelerados até quase a velocidade da luz.

Ainda de acordo com a agência norte-americana, a erupção do buraco negro deve ter terminado porque os pesquisadores não veem nenhuma evidência de jatos atuais nos dados de rádio. Esse desligamento pode ser explicado pelos dados de Chandra, que mostram que o gás mais denso e mais frio visto nos raios-X está atualmente localizado em uma posição diferente da galáxia central.

Se esse gás se afastar da galáxia, terá privado o buraco negro de combustível para o seu crescimento, desligando os jatos.  *Com Agência Brasil e DW

 

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