Na contramão de medidas de restrição adotadas pelos governadores do Rio, Wilson Witzel (PSC), e de São Paulo, João Doria (PSDB), o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, defendeu nesta terça-feira que o “travamento absoluto” do país é péssimo para a saúde, citando problemas na logística de produção e distribuição de equipamentos médicos.

As declarações ocorreram depois de ele se reunir, por videoconferências, no Palácio do Planalto, com o presidente Jair Bolsonaro e com governadores das regiões Centro-Oeste e Sul para tratar do enfrentamento novo coronavírus, o Covid-19.

Esse travamento absoluto do país para a saúde é péssimo. Eu continuo precisando de pré-natal. Tem médico fechando consultório. Daqui a pouco, eu estou lá cuidando de um vírus e cadê o meu pré-natal? Cadê o cara que está fazendo a quimioterapia? Cadê o pessoal que está precisando fazer o diagnóstico? Cadê as clínicas de ultrassom? – declarou Mandetta.

Na opinião do ministro, os governadores que empregaram “medidas duras”, como a de “lock out” (bloqueio total), já estão vendo que, “em alguns casos, aceleraram, passaram do ponto”. Questionado se deverá pedir expressamente que os governadores Witzel e Doria relaxem suas ações na reunião prevista para esta quarta-feira, com chefes dos Estados do Sudeste, ele disse não achar necessário.

Mandetta disse ainda achar que os governadores estão analisando o cenário e mencionou análises de situações de quarentena da China e da Itália.

Não é uma coisa assim “parou”. É super complexo. Eu acho que agora eles vão se deparando com a realidade que é uma medida dessas, e aí vai havendo a necessidade progressivamente. No começo, eles iam fechar até a rodovia, fechar aeroporto. *Com informações jornal O Globo