Um turista russo, de 45 anos, tornou-se a segunda pessoa a morrer vítima do novo coronavírus em Cuba, que já acumulou 67 casos positivos e continua sem detectar a transmissão local da doença, segundo o relatório diário do Ministério de Saúde Pública cubano (Minsap).

O paciente era diabético e morreu pela manhã devido a “complicações associadas à Covid-19”, após passar vários dias em estado crítico no Instituto de Medicina Tropical Pedro Kourí, em Havana, especializado em doenças infecciosas, informou o diretor de Epidemiologia do Minsap, Francisco Durán.

A primeira morte pela pandemia na ilha foi um italiano de 61 anos, que também estava entre os três principais casos positivos no país.

Além disso, 63 pessoas com coronavírus permanecem em hospitais cubanos, todas com “evolução satisfatória”, exceto um cubano de 63 anos em estado crítico e outro de 38 anos em estado grave.

Os dez novos casos relatados variam de 31 a 85 anos e nove deles são cubanos: cinco que viajaram para os Estados Unidos, Guiana e França e quatro que mantiveram contato com turistas e outros cubanos infectados.

O único estrangeiro detectado nesse grupo é uma russa, de 48 anos, que esteve em contato com seu compatriota falecido que, como ele, chegou a Havana no último dia 12, vindos da França.

Segundo dados oficiais, Cuba já realizou até agora 893 testes para detectar a Covid-19, dos quais “a maioria é positiva para a gripe A”, disse Durán, que também garantiu que a transmissão local da doença ainda não foi detectada.

Cuba tem 1.603 pessoas sob vigilância nas suas instalações médicas, incluindo 148 estrangeiros. *EFE