Dois norte-americanos entre os 31 acusados de terrorismo na Venezuela

Um total de 31 pessoas, entre elas dois norte-americanos, foram acusadas de terrorismo e tráfico ilícito de armas de guerra, no envolvimento na frustrada tentativa de invasão marítima de domingo e segunda-feira contra o governo do Presidente Nicolás Maduro.

O anúncio foi feito pelo Procurador-geral da Venezuela, Tareck William Saab, numa conferência de imprensa em Caracas, durante a qual precisou que os dois norte-americanos, Luke Denman e Airan Berry, são acusados de conspiração contra o governo venezuelano.

O responsável acrescentou que os 31 detidos vão ainda responder por associação para cometer delito e que os venezuelanos são adicionalmente acusados de conspiração com governo estrangeiro, traição à pátria e rebelião.

“Ficou certificado que um grupo de bandidos, entre eles os norte-americanos, acompanhou militares reformados que tentavam invadir o país desde o mar a partir de Macuto (Estado de La Guaira) e Chuao (Aragua)”, explicou.

O procurador, nomeado pela Assembleia Constituinte (composta unicamente por simpatizantes do regime) sublinhou que a frustrada “Operação Gideão” é uma versão moderna da falhada invasão da baía dos Porcos (17 a 19 de abril de 1961), em Cuba, mas adaptada ao século XXI.

Tareck William Saab anunciou ainda que foi solicitado um alerta vermelho da Interpol contra o ex-militar norte-americano Jordan Goudreau e os venezuelanos Sérgio Vergada (deputado) e Juan José Rendón (estrategista político e professor), radicados atualmente no estrangeiro, para que sejam “extraditados”.

“Esses grupos entraram pelo mar para chegar diretamente ao centro do país, porque as fronteiras terrestres estão muito longe da região da capital, onde planejavam agir. Não eram uns poucos homens de bermudas e desarmados. Confiscamos caminhões adaptados para transportar metralhadoras de alta potência, equipamentos táticos, quatro espingardas e 21 pistolas”, explicou.

O procurador-geral apelou ao secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Antônio Guterres, ao Conselho de Segurança da ONU e à Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, que se pronunciem para condenarem “de maneira enfática” o que classifica como um “flagrante ato de agressão contra a Venezuela, efetuado pela Colômbia e os EUA”. *Com informações do jornal Observador de Portugal

Categorias:Américas, Segurança

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