França regressa às aulas

Mesmo antes de entrarem na escola, os alunos recebem as primeiras ordens dos professores. O regresso às aulas em França implica o respeito de medidas rigorosas para impedir a propagação da covid-19. A ameaça persiste, mas as precauções tomadas são suficientes para proporcionar algum conforto aos pais que deixaram os filhos na escola:

“As regras de prevenção e higiene foram implementadas e estamos satisfeitos com a reabertura da escola, sobretudo pelas crianças”, admite a mãe de uma criança, que acrescenta que “os dois meses já começavam a ser longos

O otimismo não foi partilhado por todos. Em Meyzieu, nos arredores de Lyon, cerca de dois terços dos pais preferiram manter os filhos em casa.

Nas salas de aula, desinfetadas duas vezes por dia, encontram-se pequenos grupos com 15 alunos no máximo e que têm a lição bem estudada.

Já compreenderam que não podem jogar futebol no recreio e quando lhes perguntam por outras coisas que tenham mudado, dizem que já não se podem tocar.

Para os professores, também há mudanças. Os estudantes que optaram por permanecer em casa não podem ficar para trás, pelo que o trabalho se intensifica. A diretora da escola, Isabelle Luçon, sublinha isso mesmo:

“Os professores que deram aulas virtuais durante o confinamento vão continuar a fazê-lo na sala de aula para os alunos que ficam em casa.”

Contrariamente a Itália ou Espanha, a França escolheu reabrir as escolas progressivamente, uma decisão que não foi consensual. Vários autarcas e diretores de escolas preferiram manter as suas escolas fechadas. Em Saint-Etienne, as escolas reabriram mas com reservas da autarquia.

Gaël Perdriau, é o presidente da Câmara local e não tem papas na língua:

“Pelo que percebi, as intenções do ministro da Educação foram mais económicas do que pedagógicas e por isso propus o adiamento desta reabertura para setembro. Podiam ter sido tomadas outras medidas para responder às necessidades dos pais que precisaram de regressar ao trabalho. Penso que é uma má ideia, de certa forma desonesta, transformar o meio escolar num refém para desconfinar a economia.”

Por enquanto a reabertura apenas atingiu os mais novos. No que diz respeito à escola secundária, ainda não há uma data prevista para o regresso mas as autoridades apontam ao mês de junho. *Euronews

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