China tem ‘preferências’ para as eleições nos EUA, diz diretor do FBI

A China tem “preferências” para as próximas eleições presidenciais nos Estados Unidos, afirmou o diretor do FBI nesta terça-feira (7), revelando que a Polícia Federal americana abre uma investigação sobre contraespionagem em que Pequim está envolvida “a cada dez horas”.

“A campanha maliciosa de influência externa da China tem como alvo nossas políticas, nossos posicionamentos, 24 horas por dia, 7 dias por semana, 365 dias por ano”, disse Christopher Wray durante uma fala no instituto Hudson, em Washington.

Para ele, “não é uma ameaça específica” para as eleições de novembro, quando o presidente republicano Donald Trump tentará se reeleger, desafiado pelo democrata Joe Biden.

Essas pressões ocorrem “o ano todo, o tempo todo”, e “isso certamente tem implicações para as eleições e eles realmente têm preferências que têm a ver com isso”, acrescentou o chefe do FBI.

Durante seu discurso, ele descreveu as tentativas crescentes de Pequim de apropriar-se dos segredos tecnológicos dos EUA.

“Em 10 anos, houve um aumento nos casos de espionagem econômica envolvendo a China”, ressaltou Wray, referindo-se a “uma das maiores transferências de riqueza da história da humanidade”.

Além de mil casos desse tipo, houve mais de mil inquéritos relacionados ao roubo de dados pessoais, intrusões em pesquisas acadêmicas ou pressão sobre dissidentes que fugiram para os Estados Unidos, explicou o diretor do FBI.

“Chegamos ao ponto em que o FBI está abrindo uma nova investigação de contraespionagem relacionada à China a cada 10 horas”, disse ele.

“No momento, a China está trabalhando para comprometer (…) a pesquisa americana sobre a COVID-19”, acrescentou.

Para Wray, essas campanhas coordenadas pelo Partido Comunista Chinês representam “a maior ameaça a longo prazo” à segurança dos Estados Unidos.

Nos últimos meses, o governo Donald Trump tem adotado um tom muito crítico contra a China e vem acusando o país de ter escondido informações sobre a propagação do novo coronavírus depois que o patógeno apareceu no país no final de 2019. *AFP

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