EUA acusam os filhos do ex-presidente do Panamá de suborno e lavagem de dinheiro

Promotores norte-americanos acusaram dois filhos do ex-presidente panamenho Ricardo Martinelli por suborno e lavagem de dinheiro ligados à construtora brasileira Odebrecht, segundo uma queixa federal não divulgada nesta segunda-feira.

Luis Enrique Martinelli, 38, e Ricardo Alberto Martinelli, 40, foram presos no início do dia na Cidade da Guatemala enquanto tentavam embarcar em um voo para o Panamá e enfrentam pedido de extradição para os Estados Unidos, informou a polícia da Guatemala em comunicado.

Um porta-voz da família Martinelli não respondeu imediatamente a um pedido de comentário sobre as acusações.

A família disse em comunicado após a prisão que estava trabalhando para garantir que os filhos tenham assistência legal na Guatemala e possam transferir o caso para o Panamá.

A Odebrecht esteve no centro de um amplo escândalo de corrupção na América Latina, descoberto em 2014, no qual a empresa pagou mais de US $ 700 milhões em subornos a funcionários do governo em vários países.

O Departamento de Justiça dos EUA disse em comunicado que os filhos Martinelli são acusados ​​de intermediários pelo pagamento de suborno de US $ 28 milhões da Odebrecht a uma autoridade de alto escalão do Panamá entre 2009 e 2014, período em que seu pai estava no cargo.

A denúncia-crime apresentada no tribunal federal do Brooklyn, Nova York, em 27 de junho, descreveu os irmãos como “parentes próximos” do funcionário, sem fornecer mais detalhes.

A denúncia também alega que o par gerenciava contas bancárias secretas sob nomes de empresas laranjas para facilitar o pagamento dos subornos, com muitas transações feitas através de bancos americanos.

O ex-presidente Martinelli e seu sucessor, Juan Carlos Varela, foram proibidos na semana passada de deixar o Panamá por serem investigados por lavagem de dinheiro em casos separados de corrupção.

*CIDADE DA GUATEMALA / CIDADE DO PANAMÁ (Reuters)