Grupo de 28 países defende transição democrática na Venezuela

Um grupo de 28 países, incluindo Estados Unidos, vários membros do Grupo de Lima, o Grupo de Contato Internacional, a União Europeia e outros como Israel e Coreia do Sul, divulgou uma declaração conjunta de apoio à transição democrática na Venezuela.

O texto conclama “todos os venezuelanos”, de todas as tendências ideológicas, sejam civis ou militares, a se comprometerem “com urgência” em apoiar um processo de estabelecimento de um governo de transição inclusivo “que leve o país a eleições presidenciais livres e justas no curto prazo”.

Afirma que este processo deverá permitir à Assembleia Nacional (Parlamento) cumprir “plenamente” as suas funções e deverá restaurar “a independência” do Supremo Tribunal de Justiça e do Conselho Nacional Eleitoral.

E observa que os avanços feito nas negociações facilitadas pela Noruega em Barbados no ano passado “devem guiar o caminho à frente”.

Além disso, reitera a “disposição de todos os países que mantêm sanções econômicas de discutir o abrandamento destas no contexto de progressos na área política”. Os Estados Unidos, em particular, emitiram uma bateria de sanções para pressionar o governo de Nicolás Maduro a deixar o poder.

“A atual pandemia (de coronavírus) e o sobrecarregado sistema de saúde pública da Venezuela tornaram ainda mais urgente a necessidade de dar fim ao status quo”, diz o documento.

Ao mesmo tempo, exige “o fim de todas as perseguições políticas e atos de repressão”, apontando para um “aumento da repressão” em geral e contra defensores dos direitos humanos, trabalhadores da saúde, jornalistas, membros de comunidades indígenas e membros da Assembleia Nacional sob a liderança de Juan Guaidó.

“Uma transição rápida e pacífica para a democracia é o caminho mais eficaz e viável para a estabilidade, recuperação e prosperidade da Venezuela. Continuamos comprometidos em ajudar o povo venezuelano a alcançar um futuro pacífico, próspero e democrático”, conclui a nota.

O Departamento de Estado dos Estados Unidos divulgou a declaração conjunta sem especificar os países signatários, mas a chancelaria do Peru forneceu a lista.

São eles: Albânia, Austrália, Bolívia, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Coreia do Sul, Costa Rica, Equador, El Salvador, Estados Unidos, Estônia, Geórgia, Guatemala, Haiti, Honduras, Hungria, Israel, Letônia, Lituânia, Panamá, Paraguai, Peru, Reino Unido, República Dominicana, Santa Lúcia e Ucrânia. *AFP

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