Presidente do Mali renuncia após detenção por militares, aprofundando a crise

O presidente do Mali, Ibrahim Boubacar Keita, renunciou na terça-feira e dissolveu o parlamento horas depois que soldados amotinados o detiveram sob a mira de uma arma, afundando o país, que já enfrenta uma insurgência jihadista e protestos em massa, em uma crise ainda mais profunda.

Parecendo cansado e usando uma máscara cirúrgica, Keita renunciou em um breve discurso transmitido pela televisão estatal depois que as tropas o prenderam junto com o primeiro-ministro Boubou Cisse e outros altos funcionários.

O Mali assistiu a meses de protestos contra a alegada corrupção e o agravamento da segurança no país da África Ocidental, onde militantes islâmicos estão ativos, e houve apelos para que Keita renunciasse. Centenas de manifestantes antigovernamentais lotaram uma praça central em Bamako para comemorar e aplaudir os amotinados enquanto eles dirigiam veículos militares e disparavam tiros comemorativos.

A França e outras potências internacionais, bem como a União Africana, denunciaram o motim, temendo que a queda de Keita pudesse desestabilizar ainda mais a ex-colônia francesa e toda a região do Sahel na África Ocidental.

(Reuters)

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