Facebook bloqueia transmissão ao vivo de morte de defensor da eutanásia

Alain Cocq, que sofre há 34 anos de uma doença degenerativa rara e incurável, disse que encontrará outra forma de divulgar sua morte. Ele parou de ingerir alimentos, bebidas ou remédios e diz que quer que sua morte seja vista para ajudar a persuadir as autoridades francesas a suspender a proibição do suicídio assistido por médicos.

Cocq, de 57 anos, disse que transmitiria ao vivo sua morte no Facebook na manhã de sábado. Depois que o Facebook o bloqueou, ele disse que um novo meio de transmissão ao vivo seria criado em 24 horas.

Ele havia escrito ao presidente francês Emmanuel Macron pedindo que profissionais médicos assistissem à sua morte. Macron respondeu dizendo que isso não era permitido pela lei francesa. Os vizinhos da França, Suíça, Bélgica e Holanda, adotaram leis que permitem a morte com assistência médica em alguns casos. Mas a França resistiu a essa medida, em parte sob pressão da Igreja Católica.

“Como não estou acima da lei, não sou capaz de atender ao seu pedido”, disse Macron em uma carta ao Cocq, que o Cocq publicou em sua página no Facebook.

(Reuters)