Peste suína na Alemanha deve abrir espaço para preço melhor a vendas do Brasil na China

Um caso de peste suína africana (PSA) na Alemanha confirmado na última semana, que levou à suspensão dos embarques da proteína do país a players importantes como a China, deve beneficiar concorrentes na exportação como o Brasil, com possível melhora nos preços praticados pela carne no mercado chinês.

Em volume, os frigoríficos nacionais só não teriam ganhos mais significativos de “market share”, ao preencher a lacuna deixada pelos alemães na China, por falta de plantas habilitadas. Atualmente, 16 unidades frigoríficas são autorizadas para embarcar carne de porco brasileira aos chineses, segundo a ABPA.

No primeiro semestre deste ano, a Alemanha exportou 380,17 mil toneladas de carne de porco para a China, seu maior comprador neste mercado, informou a ABPA com base em dados do governo europeu. Somada as vendas da proteína para a Coreia do Sul e Japão, a estimativa da associação é de que pelo menos 74% dos embarques alemães estejam comprometidos, em função da PSA. O Brasil, que também tem a China como maior comprador de carne suína, cresceu em 150,2% as exportações ao país no primeiro semestre ante igual período de 2019, para 230,7 mil toneladas, segundo a ABPA.

O CASO

A Alemanha confirmou na última quinta-feira que encontrou a peste suína africana em um javali morto nas proximidades da fronteira com a Polônia. O USDA, em relatório, disse que o caso não foi totalmente inesperado, dado o recente aumento na detecção da doença no país vizinho da Alemanha.

Autoridades do Estado alemão de Brandemburgo colocaram em quarentena uma área de 15 quilômetros na qual o javali foi encontrado para buscar mais animais mortos, enquanto também restringiram o movimento em fazendas.

(Reuters)

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