Google concorda com acordo judicial de má conduta de US$ 310 milhões

A Alphabet Inc. disse na sexta-feira que proibirá pacotes de indenização para qualquer pessoa demitida por má conduta ou seja objeto de uma investigação de má conduta sexual. Uma equipe especial investigará quaisquer alegações contra executivos e se reportará ao comitê de auditoria do conselho.

Milhares de funcionários do Google saíram do trabalho em protesto em 2018 depois que o The New York Times revelou que o criador do Android, Andy Rubin, recebeu US$ 90 milhões em indenização, embora vários funcionários tenham apresentado alegações de má conduta contra ele. As ações judiciais de acionistas se seguiram, e em 2019 o Google iniciou uma investigação sobre como lida com alegações de má conduta sexual.

Em janeiro, David Drummond, chefe jurídico da Alphabet, saiu sem um pacote de demissão, após acusações de relações inapropriadas com funcionários. A empresa não deu um motivo para sua saída, mas as alegações contra Drummond foram incluídas na investigação do conselho.

As mudanças, bem como as mudanças já implementadas no Google, como o fim da arbitragem obrigatória para disputas de trabalhadores, serão estendidas a todas as divisões da Alphabet. A arbitragem obrigatória exige que os funcionários resolvam suas disputas com a empresa de forma privada e fora do tribunal. A prática, difundida nos contratos de trabalho dos EUA, pode se emprestar ao sigilo e tem enfrentado críticas.

(AP)

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