Rússia confirma poluição no Extremo Oriente em meio a preocupação com “desastre ecológico”

A Rússia informou neste sábado para moradores ficarem longe de uma praia primitiva no Extremo Oriente devido à poluição inexplicada da água que o Greenpeace disse ser uma evidência de um “desastre ecológico” e que causou febre e vômito em alguns surfistas.

A causa da poluição na costa da região de Kamchatka não foi imediatamente esclarecida. As autoridades disseram que testes preliminares encontraram níveis elevados de derivados de petróleo e fenol químico. O Greenpeace fez um apelo para que se encontre a fonte da poluição com urgência.

“A única coisa que podemos dizer agora é que há substâncias contaminantes na água. Os testes finais ainda não estão prontos”, disse o governador regional de Kamchatka, Vladimir Solodov.

O Greenpeace sugeriu que a poluição pode ter ocorrido semanas atrás. Afirmou que a poluição foi detectada ao longo de várias semanas por pessoas na praia de Khalaktyrsky, uma seção da costa do Pacífico coberta por areia vulcânica negra que tem dezenas de quilômetros de extensão e é popular entre os turistas.

Após entrar na água, as pessoas reclamaram de dor de garganta, piora da visão, olhos secos, náuseas, fraqueza física, vômitos e febre, segundo a entidade.

Polvos mortos e outras formas de vida marinha podiam ser vistos arrastados pela praia em vídeos postados no Instagram e republicados pelo Greenpeace. A Reuters não pôde confirmar imediatamente se os vídeos mostravam danos ambientais atuais do local.

(Reuters)

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