Chefe da ONU pede cessar-fogo na Líbia, adverte seu futuro ‘está em jogo’

O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, pediu nesta segunda-feira às potências mundiais e a outros interesses na longa guerra civil da Líbia para parar de enviar armas aos seus governos rivais e continuar trabalhando em direção a um cessar-fogo duradouro, alertando que o futuro do país “está em jogo”.

Guterres implorou aos presentes em uma reunião ministerial virtual coorganizada pelas Nações Unidas e pela Alemanha para apoiar os esforços de paz “não apenas em palavras, mas em ações”, incluindo apoiar imediatamente um embargo de armas amplamente violado das Nações Unidas contra a Líbia.

A Alemanha, que vem tentando agir como intermediária, disse que a reunião virtual era uma chance de rever o que foi alcançado desde que Berlim sediou uma cúpula sobre a Líbia em janeiro, na qual participantes de ambos os lados concordaram em respeitar um embargo de armas e pressionar as partes em guerra da Líbia a alcançar um cessar-fogo total. Esse acordo foi repetidamente violado.

Um resumo da reunião ministerial dos co-presidentes disse que os participantes reafirmaram seu compromisso com as conclusões da conferência de Berlim, saudaram fortemente a retomada planejada das conversações entre os partidos rivais líbios e “enfatizaram a necessidade de parar imediatamente a intervenção estrangeira na Líbia”.

As recentes conversações no Egito e no Marrocos resultaram em passos positivos de ambos os lados em guerra, que incluíram um acordo preliminar que visa guiar o país para eleições dentro de 18 meses e desmilitarizar a contestada cidade de Sirte. Eles também concordaram em trocar prisioneiros e abrir o trânsito aéreo e terrestre em todo o território dividido do país.

O secretário-geral da Liga Árabe, Ahmed Aboul-Gheit, disse que a situação na Líbia ainda é “frágil e complexa”.

(AP)

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