Em meio ao aumento das infecções, israelenses ultra-ortodoxos desafiam o bloqueio

Depois que um reverenciado rabino ultraortodoxo morreu esta semana, a polícia israelense tentou um acordo com os seguidores dele para permitir um pequeno e digno funeral que estaria de acordo com as diretrizes de saúde pública sob o atual bloqueio do coronavírus.

Mas quando chegou a hora de enterrar o rabino na segunda-feira, milhares de pessoas apareceram – ignorando as regras de distanciamento social e entrando em confronto com a polícia que tentou dispersar a reunião em massa. Tais violações das regras de bloqueio por segmentos da população ultra-ortodoxa têm irritado um público israelense mais amplo que está em grande parte cumprindo as restrições impostas para deter um surto de coronavírus.

Os ultra-ortodoxos alegam que estão sendo injustamente alvos das autoridades. Eles apontam para grandes protestos semanais, principalmente por israelenses seculares, contra o manuseio de Netanyahu da pandemia que continuou durante o verão. Apenas na semana passada, o governo finalmente impôs limites ao tamanho dos protestos, citando violações das diretrizes de saúde pública.

Já os israelenses seculares têm observado com exasperação como a polícia tem multado indivíduos que não usam máscaras ou restaurantes abrindo em desafio às regras, enquanto aparentemente fecham os olhos para as transgressões dos ultra-ortodoxos. Nos últimos dias, no entanto, a polícia começou a reprimir as leis religiosas também.

Especialistas dizem que quaisquer ganhos obtidos nos últimos anos na integração dos ultraortodoxos à sociedade israelense – um passo crucial para garantir o crescimento sustentável da economia de Israel – poderiam ser eliminados pela amargura renovada causada pelo vírus.

(AP)

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