Até 150 milhões podem virar extremos pobres, diz Banco Mundial

Até 150 milhões de pessoas podem entrar em extrema pobreza, vivendo com menos de US$ 1,90 por dia, até o final do próximo ano, dependendo de quão mal as economias encolherão durante a pandemia COVID-19, disse o Banco Mundial nesta quarta-feira em uma perspectiva mais sombria do que antes.

Espera-se que os países de renda média tenham 82% dos novos pobres extremos, incluindo Índia, Nigéria e Indonésia. Muitos dos novos extremos pobres serão residentes urbanos mais educados, o que significa que as cidades verão um aumento no tipo de pobreza tradicionalmente enraizada nas áreas rurais. A maioria, aproximadamente mais de 110 milhões pela estimativa básica do Banco Mundial, será no sul da Ásia e na África subsaariana.

A adição de até 150 milhões de pessoas extremamente pobres ameaça romper as redes de segurança já desgastadas dos governos. O Banco Mundial estima que entre 88 milhões e 115 milhões de pessoas podem entrar em extrema pobreza este ano, com outros 23 milhões a 35 milhões em 2021.

E as mudanças climáticas podem levar outros 100 milhões de pessoas à pobreza até 2030, diz o relatório, com a África subsaariana vendo alguns dos “impactos mais destrutivos” do aquecimento global. O relatório “não oferece respostas simples para esses grandes desafios que enfrentam o mundo atualmente, porque não há nenhum”, escrevem os autores do Banco Mundial. “O mundo pode se levantar para a ocasião – ou sucumbir.”

(AP)

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