Juiz ordena que ex-presidente colombiano seja libertado de prisão domiciliar

O poderoso ex-presidente da Colômbia Álvaro Uribe foi libertado da prisão domiciliar no sábado enquanto é investigado por possível adulteração de testemunhas, o último capítulo de um caso que revelou tensões persistentes sobre o processo de paz no país.

A Suprema Corte do país ordenou que Uribe fosse detido em agosto durante a investigação, chocando os colombianos e desencadeando protestos a favor e contra a decisão. Ele foi o primeiro presidente na história recente da Colômbia a ser condenado em prisão domiciliar.

A Suprema Corte argumentou em sua decisão de 1.554 páginas em agosto que havia amplas evidências para mostrar que Uribe estava tentando pressionar ex-paramilitares a se retratarem de declarações prejudiciais contra o ex-presidente. Mas o tribunal superior mais tarde renunciou ao controle do caso quando Uribe renunciou à cadeira no Senado, entregando-a ao gabinete do promotor-chefe.]

Ao contrário do que aconteceu depois da ordem de detenção da Suprema Corte, não houve protestos imediatos a favor ou contra a decisão de libertar Uribe. O atual presidente Iván Duque, um acólito de Uribe, não fez nenhum comentário rápido sobre a decisão, como fez após a prisão domiciliar do ex-presidente há dois meses, para as críticas de grupos de direitos humanos que o acusaram de intromissão em questões judiciais.

José Miguel Vivanco, diretor da Human Rights Watch para as Américas, observou que a decisão de sábado não é uma sentença contra a ordem de detenção da Suprema Corte, mas uma interpretação processual da lei sob o novo quadro.

(AP)

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