México diz que duas mulheres podem ter feito cirurgia não consensual em centro de detenção dos EUA

O Ministério das Relações Exteriores do México disse ter identificado duas mulheres migrantes mexicanas que podem ter sido operadas sem o seu consentimento enquanto estavam detidas em um centro de imigração dos EUA no estado da Geórgia.

Enquanto estava detida no centro Irwin, na Geórgia, uma mulher mexicana teria sido submetida a uma cirurgia ginecológica sem sua aprovação e sem receber cuidados pós-operatórios, disse o ministério em um comunicado no fim de semana. O ministério disse que suas descobertas foram baseadas em ações tomadas por funcionários consulares e entrevistas de funcionários mexicanos realizadas no centro.

As autoridades também verificaram o caso de uma segunda mulher que pode ter sido submetida a intervenção cirúrgica “sem o seu consentimento total”, sem receber uma explicação em espanhol sobre o procedimento, ou seu diagnóstico médico, acrescentou.

Em setembro, a queixa de uma enfermeira denunciante alegou abuso médico dentro do centro de detenção da Geórgia, incluindo histerectomias não autorizadas, uma cirurgia para remover o útero. A Reuters não pôde confirmar independentemente essas alegações. Em sua declaração, o Ministério das Relações Exteriores mexicano disse que a primeira mulher a quem se referiu não estava sujeita a uma histerectomia. Não deu mais detalhes sobre o segundo.

O ICE Health Service Corps disse em setembro que, desde 2018, apenas duas pessoas no centro foram encaminhadas para histerectomias, com base em recomendações aprovadas por especialistas. Os responsáveis pela administração da instalação disse que refuta veementemente as alegações e quaisquer implicações de má conduta.

(Reuters)

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