Segundo Putin aliança militar Rússia-China não pode ser descartada

O presidente russo Vladimir Putin disse nesta quinta-feira que não há necessidade de uma aliança militar Rússia-China agora, mas observou que ela pode ocorrer no futuro.

A declaração de Putin sinalizou o aprofundamento dos laços entre Moscou e Pequim em meio a crescentes tensões em suas relações com os Estados Unidos. O líder russo também fez um forte apelo para estender o último pacto de controle de armas restante entre Moscou e Washington.

Putin também observou que a Rússia compartilhou tecnologias militares sensíveis que ajudaram a aumentar significativamente o potencial militar da China, mas não mencionou detalhes, dizendo que a informação era sensível. Putin enfatizou na quinta-feira a importância de estender o tratado New START que expira em fevereiro, o último pacto de controle de armas da Rússia com os Estados Unidos.

No início desta semana, os Estados Unidos e a Rússia sinalizaram sua prontidão para aceitar compromissos para salvar o tratado New START apenas duas semanas antes da eleição presidencial dos EUA, na qual o presidente Donald Trump enfrenta um forte desafio contra o ex-vice-presidente Joe Biden, cuja campanha acusou Trump de ser brando com a Rússia.

A Rússia havia se oferecido para estender o pacto sem quaisquer condições, enquanto o governo Trump inicialmente insistiu que ele só poderia ser renovado se a China concordasse em aderir. A China recusou-se a considerar a ideia. Os EUA recentemente modificaram sua posição e propuseram uma prorrogação de um ano do tratado, mas disseram que ele deve ser associado à imposição de um limite mais amplo sobre as ogivas nucleares.

O Kremlin inicialmente resistiu à demanda de Washington, mas sua posição mudou esta semana com o Ministério das Relações Exteriores russo afirmando que Moscou pode aceitar um congelamento das ogivas se os EUA concordarem em apresentar nenhuma exigência adicional.

(AP)

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