Crise pandêmica na Argentina se aprofunda, mortes por coronavírus atingem 30.000

As mortes por COVID-19 na Argentina subiram acima de 30.000 nesta quarta-feira, outro marco sombrio para um país antes considerado um modelo na América Latina por combater a pandemia, mas que agora está lutando contra um dos maiores índices de mortes diárias do mundo.

A Argentina iniciou um bloqueio rigoroso em março, que ainda está parcialmente em vigor, mas viu os casos confirmados de coronavírus subirem para 1,13 milhão com 30.071 mortes, de acordo com os últimos dados oficiais.

O atual número médio diário de mortes em 376 é o quinto mais alto do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, Índia, Brasil e México, mostram dados da Reuters. Sua “taxa positiva” de testes também tem sido alta.

“A pandemia é terrível”, disse Basilio Benitez, 67 anos, pintor argentino. “Graças a Deus não fui afetado, mas conheço pessoas, minha faixa etária que costumávamos encontrar para jogar futebol juntos, elas se foram agora devido à pandemia.”

Buenos Aires e arredores sofreram o peso das infecções no início, embora o vírus tenha se espalhado no interior do país, atingindo áreas com menos recursos e pessoal de saúde. As unidades de terapia intensiva no país estão com 64,4% da capacidade, com alguns hospitais provinciais emergenciais.

O número de mortos representa uma dura realidade para os argentinos que adotaram amplamente as duras restrições impostas pelo governo, mas agora estão cansados após sete meses de controle. O governo relaxou muitas restrições, embora as viagens nacionais e internacionais ainda estão restritas.

(Reuters)