A destituição do presidente do Peru gera onda de protestos liderados por jovens

Milhares de estudantes, trabalhadores e outros que protestaram esta semana, condenando o Congresso e recusando-se a reconhecer o novo presidente, Manuel Merino.

O Congresso peruano votou de forma esmagadora pela remoção do ex-presidente Martín Vizcarra na segunda-feira (9), reclamando de como lidou com a pandemia e acusando-o de corrupção. 

A votação atraiu a condenação de grupos de direitos humanos internacionais, que advertiram que o poder legislador pode ter violado a constituição e colocado em risco a democracia do Peru.

A mudança também gerou protestos diferentes de todos os vistos nos últimos anos, alimentados em grande parte por jovens tipicamente apáticos à política notoriamente turbulenta do país, que viram a demissão como uma tomada de poder por legisladores, muitos dos quais estavam sendo investigados por corrupção no governo de Vizcarra.

A polícia que reprime as mobilizações com gás lacrimogêneo e balas de borracha tem sido criticada pelo uso excessivo da força. Dezenove pessoas, incluindo policiais e civis, ficaram feridas em um grande protesto na quinta-feira, de acordo com a defensoria pública.

Grupos de direitos humanos também alertaram sobre o uso de policiais à paisana sem identificação e gás lacrimogêneo implantados perto de residências e hospitais.

Analistas dizem que as manifestações – e a resposta violenta da polícia – são um sinal claro de que Merino terá dificuldade para governar. Poucos países da região parabenizaram o novo líder e muitos o estão pedindo para manter as eleições planejadas para abril.

Categorias:Américas, Política

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