Alexei Navalny é detido no aeroporto após voltar à Rússia

O opositor russo Alexei Navalny foi detido ao desembarcar em Moscou, neste domingo (17/1), após vários meses de tratamento na Alemanha depois de sofrer envenenamento em seu país.

“Aqui estou em casa. Não tenho medo (…) porque sei que tenho razão e que os processos contra mim são completamente montados. Não tenho medo de nada e vocês não devem temer nada”, declarou Navalni ao chegar a Moscou, pouco antes de sua prisão.

O Ministério britânico das Relações Exteriores manifestou, nesta segunda-feira (18), sua “profunda preocupação” com a detenção do opositor russo Alexei Navalny. “É assombroso que Alexei Navalny, vítima de um crime hediondo, seja detido pelas autoridades russas”, tuitou o titular da pasta, Dominic Raab.

A Rússia deve investigar “o uso de uma arma química” em seu território, em vez de “perseguir Navalny”, acrescentou o ministro, referindo-se ao envenenamento do opositor russo. Raab também pediu sua “libertação imediata”.

O presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, descreveu sua prisão como “inaceitável” e pediu a Moscou sua libertação “imediata”, enquanto a Lituânia, país da União Europeia (UE), pediu a “discussão de novas sanções” contra a Rússia.

Ainda nesta segunda, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, também pediu sua “libertação imediata”. “Condeno a detenção de Alexei Navalny (…) em seu retorno à Rússia. As autoridades russas devem libertá-lo imediatamente e garantir sua segurança”, exigiu a chefe do Poder Executivo europeu em breve nota oficial.

Mais cedo, o ministro alemão das Relações Exteriores, Heiko Maas, já havia se pronunciado nessa mesma direção. Navalny “tomou a decisão consciente de voltar para a Rússia, que considera sua casa pessoal e política”, e o fato de que tenha sido detido pelas autoridades russas logo ao chegar “é totalmente incompreensível”, afirmou Maas.

No domingo (17), o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, também reagiu à prisão de Alexei Navalny, detido ao retornar à Rússia pela primeira vez desde seu envenenamento no verão passado. “Os Estados Unidos condenam veementemente a decisão da Rússia de prender Alexei Navalny”, afirmou Pompeo em um comunicado. “Notamos com grande preocupação que sua detenção é a última de uma série de tentativas de silenciar Navalny e outras figuras da oposição e vozes independentes que criticam as autoridades russas”, completou. 

O FSIN, o serviço penitenciário russo, avisou na quinta-feira que prenderia Navalny à sua chegada, por ele ter descumprido, enquanto esteve na Alemanha, as condições da sentença de 2014, que o obriga a comparecer pelo menos duas vezes por semana diante da instituição.

Desde o final de dezembro, o opositor também é objeto de uma nova investigação de fraude, sob suspeita de ter gasto 356 milhões de rublos (4,8 milhões de dólares) em doações para seu uso pessoal.

De acordo com o Fundo da Luta contra a Corrupção (FBK), a organização fundada por Navalny, ele está sem acesso a seus advogados desde sua detenção “ilegal” ontem. “Está detido ilegalmente, impedem que seus advogados o vejam”, afirmou o Fundo. (Com informações da AFP)

Categorias:Mundo, Política

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