A crise na Venezuela impactou no número de casos de tráfico de pessoas

A crise econômica na Venezuela fez com que um maior número de mulheres caísse no tráfico de pessoas, revelou o Relatório Global sobre Tráfico de Pessoas divulgado nesta terça-feira pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODE).

“Em 2018, foram identificadas 430 vítimas venezuelanas de tráfico de pessoas em 21 países da América do Sul, América Central e Europa”, indica o relatório. Este número contrasta com os dados de outros anos: em 2011, apenas 5 vítimas venezuelanas foram contadas no exterior. Em 2012 eram 11 e, em 2013, apenas 2.

O aumento do número de vítimas, explica o relatório, deve-se à correlação com o aumento significativo da pobreza no país. O colapso econômico nos últimos cinco anos do Produto Interno Bruto (PIB) influenciou o número de vítimas.

“Dados globais sobre vítimas de tráfico identificadas fornecem exemplos claros de surtos de vítimas em países que estão em recessões econômicas profundas ”, diz o relatório.

Na América Latina, a grande maioria das vítimas de tráfico são mulheres e meninas exploradas sexualmente, embora em alguns países, como Argentina e Chile, os casos de trabalho forçado sejam a maioria.

O tráfico é o crime que consiste em capturar, transferir e reter uma pessoa pela força ou sob ameaça de exploração por longos períodos.

Na América Central e no Caribe, as meninas representam o maior grupo de vítimas detectadas, com 40%, à frente das mulheres, com 39%. Os homens representam 13% dos resgatados do tráfico e as crianças 8%. (El Nacional)

Categorias:Américas

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