Netanyahu se declara inocente em julgamento por corrupção

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, se declarou inocente na retomada das audiências do processo em que é acusado por fraude, corrupção e abuso de poder nesta segunda-feira (8) no Tribunal Distrital de Jerusalém.

    O processo havia sido paralisado em maio do ano passado por conta da pandemia de Covid-19 e, agora, ocorre a seis semanas da realização das novas eleições – em meio a interminável crise política que afeta o país há mais de dois anos.

    “Confirmo a resposta por escrito enviada em meu nome”, disse o premiê ao falar sobre a defesa depositada por seus advogados no tribunal. Apesar de não poder ser filmada, a audiência foi acompanhada por jornalistas do país.

    Segundo a mídia israelense, a sessão foi bastante rápida e Netanyahu se mostrou confiante de que não cometeu nenhuma irregularidade. O líder é o primeiro em exercício a responder por um processo judicial enquanto ainda ocupa o cargo na história. Se condenado, ele pode pegar até 10 anos de prisão.

    As audiências unificam três denúncias diferentes contra o premiê e o processo foi aberto em 2019. Em dois deles, Netanyahu responde por crimes relacionados à “compra” de coberturas de imprensa favoráveis em jornais nacionais. E no terceiro ele foi acusado de receber presentes de luxo, como joias e bebidas, no valor de quase US$ 200 mil em troca de favores financeiros.

    As eleições – a quarta disputa em dois anos – vieram após o fracasso do governo de emergência criado no ano passado por conta da pandemia de coronavírus Sars-CoV-2.

    Netanyahu e seu rival Benny Gantz aceitaram se unir para que o país tivesse uma resposta rápida à crise sanitária. O acordo garantiria que o atual primeiro-ministro ficasse no cargo por dois anos e Gantz assumisse nos dois subsequentes.

    Porém, sob acusações de traição, em dezembro do ano passado, o governo foi dissolvido novamente após o fracasso de Netanyahu de aprovar os orçamentos nacionais. Com isso, os israelenses voltarão às urnas em março.

(ANSA)

Categorias:Mundo, Política

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