Vaticano divulga programa de viagem do papa Francisco ao Iraque

O Vaticano divulgou nesta segunda-feira (8) o programa da aguardada viagem do papa Francisco ao Iraque, marcada para 5 a 8 de março.

De acordo com o cronograma oficial, o líder católico partirá de Roma na manhã do dia 5 e chegará em Bagdá, capital iraquiana, pela tarde.

Francisco terá um encontro com o primeiro-ministro Mustafa al-Kadhimi na sala VIP do aeroporto e em seguida fará uma visita de cortesia ao presidente Barham Salih. No mesmo dia, o pontífice se reúne com membros da sociedade civil, diplomatas e integrantes da Igreja Católica.

Em 6 de março, o papa viaja de avião para Najaf, onde se reúne com o grão-aiatolá Ali al-Sistani, principal clérigo xiita do Iraque. Em seguida, Jorge Bergoglio parte, novamente de avião, para um encontro inter-religioso na planície de Ur, terra natal de Abraão na tradição bíblica.

De tarde, Francisco retorna para Bagdá e celebra uma missa na Catedral Caldeia de São José. Já no dia 7, o papa parte para Irbil, no Curdistão iraquiano, e se reúne com autoridades locais. Na sequência, vai de helicóptero para Mosul, antiga “capital” do grupo terrorista Estado Islâmico (EI) no país, e faz uma oração pelas vítimas da guerra.

Em seguida, Bergoglio vai para Qaraqosh, antes de retornar para Irbil, onde celebra uma missa no estádio Franso Hariri. Francisco volta a Bagdá pela noite e embarca para Roma na manhã do dia 8 de março.

Jorge Bergoglio será o primeiro papa na história a visitar o Iraque, realizando um desejo pessoal antigo. Essa também será a primeira viagem apostólica de Francisco desde a eclosão da pandemia do novo coronavírus.

“As viagens constituem um aspecto importante da solicitude do sucessor de Pedro para o povo de Deus espalhado pelo mundo, como também do diálogo da Santa Sé com os Estados”, disse o papa nesta segunda-feira, em encontro com embaixadores estrangeiros no Vaticano.

O Iraque foi palco de uma sangrenta guerra contra o Estado Islâmico e hoje luta para se recuperar do conflito. Mosul, uma das etapas da viagem de Bergoglio, foi a “capital” do EI no Iraque até ser reconquistada, em julho de 2017.

Já Qaraqosh, principal cidade cristã do país, passou dois anos sob domínio dos terroristas e foi libertada em outubro de 2016, após o grupo ter deixado um rastro de destruição nas igrejas locais.

(ANSA) 

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