Rússia chama de volta embaixador nos EUA após Biden ameaçar com sanções por interferência eleitoral

A Rússia chamou de volta seu embaixador nos Estados Unidos para consultas sobre o futuro das relações entre EUA e Rússia nesta quarta-feira (17), pouco depois que o presidente Joe Biden disse que Vladimir Putin “pagaria um preço” pela suposta interferência nas eleições.

A Rússia disse que convocou seu embaixador em Washington em Moscou para consultas sobre seus laços com os Estados Unidos, mas ressaltou que deseja evitar uma “deterioração irreversível” nas relações.

O anúncio do Ministério das Relações Exteriores russo foi feito depois que o presidente dos EUA, Joe Biden, disse que a Rússia “pagaria um preço” por se intrometer nas eleições americanas e concordou com a avaliação de que seu homólogo russo, Vladimir Putin, é um “assassino”.

“O embaixador russo em Washington, Anatoly Antonov, foi convidado a vir a Moscou para consultas realizadas com o objetivo de analisar o que deve ser feito e aonde ir no contexto dos laços com os Estados Unidos”, disse a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova. disse em um comunicado.

Zakharova disse que a coisa mais importante para Moscou é determinar como consertar os laços russo-americanos “que foram essencialmente levados por Washington a um beco sem saída nos últimos anos”.

Ela disse que a Rússia está interessada em prevenir a “deterioração irreversível das relações bilaterais se os americanos entenderem os riscos associados a ela”.

O Ministério das Relações Exteriores não fez referência aos comentários de Biden sobre Putin, mas disse que Moscou queria analisar os resultados dos primeiros 100 dias de Biden no cargo.

Ele vai pagar um preço’

Em uma entrevista ao ABC News transmitida na quarta-feira, Biden foi questionado sobre um relatório desclassificado da inteligência dos EUA que dizia que Putin tentou prejudicar sua candidatura nas eleições de novembro de 2020 e promover a de seu rival Donald Trump.

“Ele vai pagar um preço”, disse Biden, de 78 anos.

Questionado se ele achava que Putin, acusado de envenenar oponentes políticos, é um “assassino”, Biden disse: “Sim”.

A declaração marcou um forte contraste com a recusa inabalável de Trump em dizer qualquer coisa negativa sobre o presidente russo.

Também na quarta-feira, o governo dos Estados Unidos anunciou que expandirá as restrições às exportações impostas à Rússia no início deste mês como punição pelo envenenamento do líder da oposição preso Alexei Navalny.

As novas medidas, em vigor na quinta-feira, impedem a exportação para a Rússia de mais itens controlados por razões de segurança nacional, incluindo alguma tecnologia, software e peças, disse o Departamento de Comércio.

(France24 com AFP)

Categorias:Américas, Política

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