Argentina decide aumentar restrições a voos e viajantes brasileiros

O governo argentino decidiu reduzir “drasticamente” a frequência de viagens aéreas entre a Argentina e o Brasil. O motivo é tentar impedir a entrada de variantes do coronavírus que estão circulando entre a população brasileira. A medida deve começar a valer no sábado (27.mar.2021) e durar ao menos até a Sexta feira Santa (2.abr), segundo reportou a imprensa argentina.

A frequência de voos entre os 2 países deve diminuir durante o feriado da Semana Santa para desencorajar o turismo; na foto, avião decola no aeroporto de Congonhas, em São Paulo (SP)© Rovena Rosa/Agência Brasil A frequência de voos entre os 2 países deve diminuir durante o feriado da Semana Santa para desencorajar o turismo; na foto, avião decola no aeroporto de Congonhas, em São Paulo (SP)

Atualmente, a Argentina permite que brasileiros ou pessoas de outras nacionalidades entrem no país desde que sejam familiares de um cidadão argentino e tenham um teste negativo para a covid-19. Além disso, os próprios argentinos ou residentes do país podem retornar, mesmo se estiverem em território brasileiro. Fora essas exceções, todos os voos e viajantes de todas as origens estão proibidos até o dia 9 de abril.

Agora, para desencorajar o turismo, até mesmo os argentinos serão obrigados a realizar teste de covid-19 nos aeroportos. E precisarão pagar por eles. Além disso, todos os viajantes serão obrigados a cumprir quarentena se apresentarem um sintoma para a doença.

Além do Brasil, voos de outras regiões também terão as frequências diminuídas: Europa, Estados Unidos e México. O motivo, de acordo com o governo, é que esses são locais em que as novas variantes do coronavírus já circulam com altas taxas de transmissão. A quantidade de voos e pessoas que poderão entrar na Argentina durante a Semana Santa será decidida pela Agência Nacional de Aviação Civil do país.

As variantes brasileiras do coronavírus, P.1 e P.2, já foram encontradas no país vizinho. Viajantes que estiveram no Brasil foram diagnosticados com a covid-19, infectados pelas cepas encontradas no Amazonas e no Rio de Janeiro em 8 de fevereiro. Mas não há transmissão comunitária das variantes na Argentina, que é justamente o que o governo deseja evitar.

Desde o início da pandemia, a Argentina registrou 2.261.577 casos de infecção por coronavírus, segundo os dados da Universidade Johns Hopkins, dos Estados Unidos. O número de mortes é 54.823. Nas últimas semanas, a pandemia tem ficado estável em solo argentino. O país registrou 152 mortes nessa 3ª feira (23.mar).

Por outro lado, o Brasil tem 12.130.019 casos confirmados e um total de 298.676 vítimas, segundo o Ministério da Saúde. Na 3ª feira, o número de mortes registradas em 24 horas bateu recorde: 3.251.

(Poder360)

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