Depois de ataques, Biden quer medidas urgentes para controle de armas nos EUA

Um dia depois de um ataque que deixou 10 mortos em um supermercado do Colorado, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, pediu ao Congresso agilidade na aprovação de leis de controle de armas no país.

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e a vice-presidente, Kamala Harris© Reprodução/Twitter de Joe Biden O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e a vice-presidente, Kamala Harris

Há menos de uma semana, um atirador matou 8 pessoas em diferentes casas de massagem no Estado da Georgia.

Nessa 3ª feira (23.mar.2021), Biden pediu ao Senado que aprovasse 2 projetos de lei que já passaram pela Câmara dos Deputados em 11 de março. Os projetos ampliam a verificação de antecedentes sobre quem quer comprar uma arma. O democrata também pediu a proibição dos modelos de arma mais utilizados em assaltos.

“Não preciso esperar mais um minuto, muito menos uma hora, para tomar medidas de bom senso que salvarão vidas no futuro. Peço aos meus colegas na Câmara e no Senado para agirem”, disse o presidente.

A porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, declarou que Biden também está considerando uma série de ações executivas para tentar conter a violência armada. Tais ações não requerem a aprovação do Congresso.

O controle sobre a venda de armas foi uma das promessas de campanha de Biden. O direito tanto à posse quando ao porte de arma está previsto na 2ª Emenda da Constituição dos EUA.

Os Estados Unidos têm a maior taxa de posse de armas civis do mundo, e uma taxa de letalidade por armas significativamente maior do que outras nações ricas. Houve mais de 43.000 mortes por arma de fogo nos EUA no ano passado, de acordo com o Gun Violence Archive.

Segundo ativistas, entre as ações executivas que Biden poderia tomar imediatamente, estão o fortalecimento de verificação de antecedentes, dar dinheiro às cidades para combater a violência armada e regular o mercado de “armas fantasmas” –armas parcialmente montadas que não estão sujeitas às mesmas regras que a maioria das armas de fogo.

Quase 70% dos norte-americanos apoiam o aumento no controle de armas. Ideias como verificação de antecedentes e criação de bancos de dados para rastrear a propriedade têm apoio público ainda maior, constatou uma pesquisa da Reuters de 2019.

Mas uma das dificuldades é a posição dos congressistas republicanos. A maioria dos projetos de lei requer 60 votos no Senado, composto por 100 assentos, para avançar. Alcançar essa maioria é difícil, considerando que os republicanos detêm 50 dessas vagas. O voto de desempate é realizado pela vice-presidente do país, Kamala Harris.

Além disso, qualquer nova medida de controle de armas assinada por Biden poderia ir parar na Suprema Corte, cuja maioria conservadora é vista como simpatizante à posse de armas.

(Poder360)

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