EUA bloqueiam candidatura da Venezuela para revisão das sanções da OMC

Nesta sexta-feira (26), os Estados Unidos impediram a Venezuela de prosseguir com sua disputa sobre as sanções de Washington na Organização Mundial do Comércio, aproveitando a questão para enfatizar sua rejeição a Nicolas Maduro como presidente legítimo do país.

A Venezuela planejava solicitar a formação de um painel da OMC para decidir se as sanções impostas pelos Estados Unidos em 2018 e 2019 violavam as regras de comércio global.

Os Estados Unidos pediram que o pedido fosse retirado, o que a Venezuela se recusou a fazer, o que levou o órgão comercial a suspender uma reunião sobre este e outros assuntos comerciais no início, disse um funcionário de comércio baseado em Genebra.

O porta-voz do Representante de Comércio dos EUA, Adam Hodge, disse que o pedido do painel era ilegítimo porque o governo Maduro não falou em nome do povo venezuelano.

“Os Estados Unidos rejeitarão qualquer tentativa de Maduro de usar indevidamente a OMC para atacar as sanções americanas destinadas a restaurar os direitos humanos e a democracia na Venezuela”, disse ele em um comunicado.

A ação dos EUA teve como objetivo deixar claro que o presidente Joe Biden e seu governo continuarão sua postura linha-dura contra Maduro e tentarão pressioná-lo a realizar eleições livres e justas, disse um alto funcionário dos EUA.

“Se os Estados Unidos e outros membros permitissem que representantes do regime ilegítimo de Maduro exercessem direitos na OMC em nome da Venezuela, seria o equivalente a reconhecer o próprio regime de Maduro”, disse o funcionário. “Isso seria contrário à firme política do governo Biden-Harris de apoio ao povo da Venezuela.”

A administração de Biden continua reconhecendo o líder da oposição Juan Guaido como presidente interino. Dezenas de países apoiaram a reivindicação de Guaido após a reeleição de Maduro em 2018 em uma votação que os governos ocidentais chamaram de farsa.

A Casa Branca disse no mês passado que “não tinha pressa” em suspender as sanções dos EUA à Venezuela, mas consideraria flexibilizá-las se Maduro tomasse medidas de fortalecimento da confiança, mostrando que está pronto para negociar seriamente com a oposição.

A Venezuela culpa as sanções de Washins)gton – às quais se refere como “medidas coercivas unilaterais” – pelos problemas econômicos do país sul-americano.

“Mais cedo ou mais tarde, a Venezuela derrotará com a lei o que os Estados Unidos procuram impor com força”, disse o chanceler Jorge Arreaza no Twitter na sexta-feira. (Reuters)

Categorias:Américas, Economia

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