Arqueólogos anunciam descoberta de múmia egípcia grávida

Uma equipe de arqueólogos descobriu o esqueleto de uma mulher grávida que teria, segundos os arqueólogos, 25 anos, na região de Kom Ombo, no sul do Egito.

De acordo com o Ministério das Antiguidades do Egito, que anunciou a descoberta nesta quinta-feira (29), os especialistas encontraram também contas feitas a partir de cascas de ovos de avestruz, bem como cerâmicas e potes datados de há cerca de 3.500 anos.

Exames preliminares realizados na pélvis da mulher sugerem que a grávida terá sofrido uma fratura que, por ser mal curada, acabou por ditar a sua morte. A posição do feto no seu corpo indica ainda que a mulher estaria no fim da gestação.

Segundo Mostafa Waziri, secretário-geral do Conselho Supremo de Antiguidades, o esqueleto foi encontrado num cemitério na área da necrópole, local habitualmente utilizados pelos nómadas que viajavam pelos desertos a sul do Egito. Estima-se que o sepultamento tenha ocorrido entre 1750 e 1550 a.C.

“Não sabemos por que o feto não foi retirado do útero da falecida durante sua mumificação”, disse Wojciech Ejsmond, da Academia Polonesa de Ciências, que também participa no projeto. “Esta múmia é realmente única. Não encontramos casos semelhantes. Isso significa que ‘nossa’ múmia é a única encontrada no mundo com um feto”, ressaltou.

Em declaração à imprensa Marzena Ozarek-Szilke, antropóloga e arqueóloga da Universidade de Varsóvia, levantou a hipótese de que pode ter havido uma intenção de “esconder a gravidez (…) ou, talvez, tivesse algum significado ligado a crenças sobre o renascimento na vida após a morte”. De acordo com o estudo dos hieróglifos inscritos no sarcófago, inicialmente considerou-se que a múmia era de um sacerdote que viveu entre o século I a.C. e o século I d.C.

Esta descoberta foi anunciada na última edição do Journal of Archaeological Science, uma publicação revisada por pares. “É o primeiro caso conhecido de um corpo embalsamado de gestante (…) Isso abre novas possibilidades para pesquisas sobre gravidez na antiguidade e práticas relacionadas à maternidade”, destaca o artigo.

A múmia foi levada para a Polônia no século XIX e faz parte da coleção de antiguidades da Universidade de Varsóvia. Está no Museu Nacional desde 1917 e está exposta no sarcófago. *Agências internacionais

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