Chega ao Brasil a 1ª escola chinesa

A primeira escola da China em um país estrangeiro, a Escola Chinesa Internacional (ECI), foi inaugurada no Rio de Janeiro, no início de 2021, com o apoio financeiro de empresários chineses e do Consulado Geral da China no Rio de Janeiro.

O governo da China usa a educação como ferramenta de Soft Power, visando expandir sua influência na América Latina.

Segundo o autor da matéria, o correspondente da Sputnik no Rio de Janeiro, João Werneck, “embora o soft power (também chamado de poder brando) seja apresentado sob diferentes aspectos, há categorias de poder que são amplamente conhecidas: econômica, militar e cultural. Não se nega que todas três são importantes, cada qual com suas atribuições e objetivos. Porém, é justamente a questão cultural que tende a ser negligenciada, sobretudo quanto ao seu alcance e influência”.

Não é de hoje que os chineses entendem seu papel hegemônico no mundo. Desde que a China foi alçada à condição de potência global, Pequim entende o poder brando como uma ferramenta que pode ajudar a mitigar, a longo prazo, a teoria da “ameaça da China”, bastante difundida na América Latina e na União Europeia. O país quer convencer a comunidade internacional da natureza pacífica da sua ascensão, e as oportunidades que representa para seus parceiros comerciais, destaca Werneck.

Comentando o sucesso prematuro da escola chinesa, a diretora Yuan Aiping sentenciou: “O governo da China abriu uma escola para filhos de imigrantes, e filhos de executivos, filhos dos trabalhadores chineses que estão no Brasil, e a gente jamais poderia imaginar que seríamos abraçados desta maneira. Hoje, a imensa maioria de alunos são de filhos de brasileiros”.

Yuan também descreveu as aulas na ECI. “De manhã, às 7 horas começa a aula. Quando chega meio-dia, todos os nossos alunos almoçam no colégio. Eles descansam, e depois voltam às aulas, até 17h30”, disse ela, enfatizando que caráter integral do colégio é um diferencial em seu modelo de aprendizagem. Mas não é só isso.

“Outro ponto que deve ser enfatizado é o espírito de competição da China. O brasileiro não tem esse espírito de competição. Na China, ou você é o primeiro lugar, ou não tem parabéns. Não há cultura do segundo lugar. Na China, por causa da quantidade de pessoas que moram no país, é preciso ser o melhor sempre”, comentou Yuan. *Informações da Sputnik

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