Foi antipatia’, diz especialista sobre UE ter ignorado Brasil durante inauguração de cabo submarino

Apesar da participação do ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes, o Brasil foi praticamente ignorado durante a inauguração da ligação de alta velocidade entre Europa e América Latina.

O primeiro cabo submarino de fibra óptica que liga diretamente o Brasil à Europa foi inaugurado na terça-feira (1º). O cabo possui 6 mil quilômetros de extensão, conectando diretamente Fortaleza a Sines, Portugal, onde ocorreu a cerimônia que marcou o início das operações.

O projeto, liderado pela empresa Ellalink, era discutido há quase uma década e começou a ser executado em 2018. Thiago Rodrigues, professor adjunto no Departamento de Relações Internacionais do Instituto de Estudos Estratégicos da Universidade Federal Fluminense (INEST/UFF) destaca que a nova ligação é uma tentativa de responder às demandas por “qualidade e quantidade de conexão de dados entre os dois continentes”.

Por sua vez, Arthur Igreja, especialista em tecnologia, inovação e tendências, afirma que se os dados viraram o “novo petróleo” do mundo, o novo cabo é como um oleoduto.

Os dados saíam do Brasil e iam até os EUA e depois, através de outro cabo, iam para a Europa”, explica o especialista, acrescentando que essa conexão vai impactar uma série de indústrias que precisam de muita largura de banda para transmitir conteúdo em altíssima qualidade e latência baixa. É um investimento importantíssimo”, destaca Arthur.

Brasil esquecido

A inauguração tinha tudo para ser um momento de impacto positivo para a imagem internacional e doméstica do Governo Bolsonaro. O fato é que o Brasil basicamente não foi citado nas intervenções dos principais líderes presentes, como o primeiro-ministro de Portugal, António Costa, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

Entre as querelas entre Brasil e UE, Thiago Rodrigues, cita a questão ambiental e o entrave na negociação bilateral entre a UE e o Mercosul, que, para os europeus, seria culpa do governo brasileiro.

Thiago considera que essa pouca visibilidade, ou quase nenhuma, que o Brasil teve no lançamento do cabo oceânico foi por antipatia do lado europeu […]. Essa cerimonia simboliza essa falta de atenção e de intenção de se aproximar do governo Bolsonaro, como se fosse um animal agonizante, que é melhor esperar morrer do que sair na foto com ele”. *Informações da Sputnik

Categorias:Brasil, Economia, Europa

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